Palavras pequenas e O Extraordinário Mundo de Greta - Capítulo II: Vulto

 Boa tarde pessoal. Bom, sei que devo explicações sobre minha ausência aqui no blog, mas eu farei um post para semana que vem e vou explicar tudo, okay? Está bem atrasado, mas trago aqui para vocês o segundo capítulo da nossa web série O Extraordinário Mundo de Greta, espero que gostem e logo tem mais. Agradeço a compreensão de todos vocês e lhes entrego todo meu carinho por ainda me acompanharem aqui no blog <33

Por Jose Maria Ramos


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O Extraordinário Mundo de Greta

Capítulo II
"Vulto"

Já beirava meu quinto dia na região, aos poucos eu ia me acostumando com a agitação. Passei muitos anos em locais tranquilos, sem muito movimento e também com pouco trabalho, mas podia lembrar o bastante de cidades, para saber que não teria muito descanso no novo local.
            Eu sempre tive o costume de observar os humanos, em especial, esta noite pude aproveitar algumas brechas nos afazeres e decidi espiar alguns cantos da cidade. Devo dar ênfase na euforia novamente, pude ser até mesmo contagiado pela agitação, de canto a canto as pessoas riam, corriam, compartilhavam seus sentimentos, sem medo, sem hesitar. Em momentos como estes, eu vejo e tento entender o que as pessoas sentem, ou ao menos, como reagem a certas situações. Apesar de muitos seres crerem que os humanos são os parasitas do mundo, eu ainda os defendo, afinal, não os entendemos completamente e estou cada vez mais perplexo. 
            Infelizmente, durante as rondas matinais e no decorrer do dia, flagrei momentos lamentáveis, crianças passando necessidades, roubos, crimes, imprudências, pensamentos maquiavélicos, barbaridades e muito mais. Eu sei que não deveria me chocar, pois isto é humano e está em todo lugar, mas é cruel, não entendo como as pessoas deixam esta situação se instalar. Ao contrário dos seres espirituais e celestes, vejo que mesmo possuindo a dádiva do livre arbítrio, eles não fazem bom uso, e após observar algumas cenas de crueldade, posso dizer que eu começo a entender o desprezo deles pelos humanos.
            Passei alguns instantes em uma Praça chamada Santos Andrade, contemplei um monumento bastante comentado e admirado pela população local, este fica exposto na parte superior da entrada principal do Teatro Guaíra, elaborado por um ceramista conhecido como Poty Lazzarotto. Um trabalho muito belo por sinal, assim como tudo o que completa artisticamente a praça. Me alegrei ao ver algumas crianças correndo em volta do chafariz central e também com um grande prédio que atualmente é a Universidade Federal do Paraná. Atiçado por um barulho intenso, resolvi me aventurar um pouco mais e passei sobre uma reserva com alguns animais, em sua maioria, aves. Ao lado, a origem dos ruídos, um colégio. O dia estava interessante, até o serviço clamar pela minha presença.


            Passara uma semana, eu pairava ao centro do Largo da Ordem, era uma manhã de domingo, uma agitação desenfreada, haviam diversas barracas cobertas por um material branco, nelas, comerciantes falando, gritando e até cantando. Uma infinidade de pessoas iam e vinham, para lá e para cá. Pude interagir, indiretamente, e absorver um pouco sobre as crenças regionais, e sem surpresa, meu trabalho era visto como algo negativo. O dia foi vago, sem muitas complicações, e logo a noite mostrou-se a caminho e em questão de poucos minutos já arrastara seu manto negro e estrelado no céu. 
            Enquanto eu espiava em alguns outros cantos, um chamado me alarmou, e pela primeira vez me vi na necessidade de adentrar ao marco zero. Cheguei à portaria e observei as almas, buscando a que seria ceifada. Normalmente nós, buscamos as vítimas através de uma vibração de pulsar, que é a alma humana se propagando para o plano espiritual. Quando isto acontece, o véu da realidade sofre um leve rasgo, o bastante para que a alma atravesse do plano humano para o plano espiritual, e logo este rasgo se cura e o véu volta a separar as realidades. Muitas pessoas, quando dizem ver fantasmas ou qualquer anomalia sobrenatural, na realidade “veem através do buraco”, no caso elas flagram o mundo espiritual através de pequenos rasgos ainda não totalmente curados.

Subi alguns andares e logo senti estar próximo, atravessei alguns quartos e flagrei um em especial, com fluxo alto de médicos entrando e saindo. Cheguei mais perto e vi um senhor, de aproximadamente 75 anos, cabelos curtos e grisalhos, pele cansada em um tom pardo. Os médicos, já descrentes, tentavam os últimos esforços para reanimar o velho homem. Quando parei na porta do quarto, pude ver a alma em pé observando o corpo, ele me olhou com ternura, enquanto eu me aproximava e dizia:
- Não tenha medo, você terá paz agora.
- Pensei que este dia nunca chegaria, mas estou aliviado por isto - respondeu a alma.
- O que quer dizer? - raros os momentos em que a morte é aceita de tal forma, minha curiosidade havia sido tocada.
- Você deveria saber.
- As coisas não são como imaginamos.
- Estou percebendo isto. A dor, era insuportável. De que adianta uma vida de glórias, se o fim é decretado por momentos agoniantes e melancólicos? - eu não compreendia as palavras, até que a retórica foi concluída. - Às vezes, a morte é o melhor remédio e o mais merecido descanso.
O velho homem tinha o seu ponto de vista, o qual realmente me chamara a atenção. Mas se a morte sempre fora um fato de aversão para os humanos, por que alguns a desejariam? Poderia a vida ser tão ruim? Eu estava cheio de dúvidas, as pessoas são complicadas.
Me aproximei do senhor e sem mais conversas, finalizei o trabalho, toquei sua testa e o guiei na transição, juntos atravessamos os mundos paralelos espirituais, camada por camada até chegar ao seu descanso. Os médicos, derrotados pela falha ao tentar salvar o velho começaram a sair do quarto, voltei e aguardei, os estudando a fim de descobrir o que sentiam. Enquanto isto, o corpo do homem estava logo a minha frente, oco, vazio, no fim.
Logo ao sair do quarto, fui em direção ao centro do andar, a fim de olhar mais algumas pessoas, mas antes de atravessar o corredor, flagrei algo no mínimo interessante. Uma menina, com não mais que 10 anos, vestia um pijama branco com pequenos detalhes de ilustração, parada ao fim do corredor e olhando fixamente para mim. Os Ceifeiros não são visíveis aos humanos, exceto quando já presentes no plano espiritual. Olhei em volta, tentando entender, deduzi que talvez ela estivesse olhando além de mim, mas era um equívoco. Nada havia além de mim, a não ser uma parede, o corredor se estendia apenas para minhas costas e para um lado, sendo ao final do caminho a minha direita, o local onde a menina estava fixa. Me aproximei mais um pouco, fazendo um leve zigue-zague na trajetória, e os olhos da pequena ainda me seguiam. Olhei novamente para trás, ainda questionando o fato, e quando me voltei a criança, ela havia sumido. Me apressei, e quando cheguei ao ponto onde ela estava, um corredor cruzava, observei ambos os lados, e nem sinal da pequena. Intrigado, vasculhei o andar e nada encontrei, nem mesmo o rastro pude sentir.
Sem respostas e perplexo com o fato inusitado, me dirigi para fora do prédio, descansei sobre o telhado enchendo minha vista com a luminosidade da cidade, e ponderei minha lucidez e as possibilidades. Poderia ser um espírito desgarrado, mas isto é algo extremamente raro de acontecer, normalmente estes espíritos são ceifados individualmente, ou talvez fosse uma alma, mas de qualquer forma, eu sentira a presença e estando na região, eu sentiria o pulsar me chamando para ceifar. Especulei até mesmo a possibilidade de um déjà vu, entretanto isto seria a mais improvável das explicações. Nada fazia sentido, as resposta eram escassas, a realidade era que eu não sabia o que vira, ou mesmo se o que vira era real. 

Capítulo I < - > Capítulo III


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Após a tempestade, um pouco de arte, portfólio e discos de vinil!


 Olá delícias, como vocês estão? Putz, eu estou bem suave, nos últimos dias eu estava pilhadãaaaaaao com trabalhos e provas, vocês não tem noção do quão ansioso eu estava rs sem dormir, sem comer, e aí misturou mais um milhão de coisas e cheguei a perder 13 kg :o Mas estou bem agora, recebi as notas do primeiro bimestre e OHFUCK! fui bem pra caralho! Todos comemoram o//
 Bom, me enrolei um pouco para este aleatório, tantas coisas para falar, mas tenho que filtrar ou vocês acabam ficando entediados. Vamos começar com um pouco de arte?


Dê um play e vamos nessa!

 Nas últimas semanas andei escrevendo bastante, desenvolvendo aos poucos a história de As Cinzas da Fênix e também duas crônicas para a Editora Draco (ainda estou aguardando a resposta para saber se serei publicado, mas caso aconteça, avisarei vocês!). Além das crônicas, escrevi alguns poemas, como o Nix e o conto A Fera e a Rosa, que estão aqui no blog, tenho mais alguns, mas postarei mais para frente. Sabem, em relação a web série O Extraordinário Mundo de Greta, desculpem não ter postado o novo capítulo, mas o farei em breve, okay? Estou me organizando aqui.
 Fora os textos, andei pintando também, resolvi criar uma série inspirada em filmes, espero que gostem, quero ver se consigo elaborar ao menos umas 15 ilustrações ao total, espiem:

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Mia Wallace e Vincent Vega em Pulp Fiction

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Johnny Castle em Dirty Dancing

Reconhecem as pinturas? Eu sei, está na legenda rs Mas sério, a do Johnny Castle eu pintei e postei no Facebook, perguntei se alguém conhecia e adivinhem! NINGUÉM sabia! :o Pensei: "porra, deve estar uma merda mesmo essa pintura.", aí deixei no quarto da minha mama, ela chegou e flagrou a arte e de cara falou: "Olha, pintou o Patrick Swayze do Dirty Dancing!"... Amei!
 Ah! Falando de arte, reformulei meu portfólio *.* e organizei meu site também, vou deixar linkado aqui para vocês espiarem, espero que gostem, quero encher eles, se bem que, logo terei que largar de porqueira e abraçar um site completo no Wordpress, pois lá posso ter meu portfólio de arte, meu blog, meu site pessoal, e meu portfólio de publicidade tudo junto, creio que será melhor.

 Gostaram? Bom, esse é o portfólio (www), quem quiser espiar o site é só clicar aqui (www).


 Ando numa vida muito nerd também, lendo horrores e amando estudar, matando minha vida social. Estou ainda acompanhando a história do Kote, em O Temor do Sábio e lendo mais algumas coisas. Queria comprar alguns gibis e mangás, mas ando com a grana curta, estou me dedicando ao trampo da editora, e como ganho pouco no estágio, tenho que sacrificar algumas coisas. Mas acho que valerá a pena. 
 Alguns dias atrás, um amigo veio aqui em casa, e nossa, me matou do coração! Trouxe-me diversos discos de vinil <3 Entre eles tem Pet Shop Boys, Joplin, Lee Hocker, Ac Dc e até Nazareth, estou amando, e pra completar, um dia depois que ganhei os discos, ganhei um rádio para ouvi-los, morri!

 Quero ver se escrevo aqui um pouco sobre os discos que ganhei e comprarei e sobre os hq's e livros que eu ler, ando devorando tudo isto, então vou compartilhar! :D
 Bom, acho que é isso aí galera. Ah! Estou com alguns livros para trocas, tenho os 4 de As Brumas de Avalon e também 5 pockets do GOT, novíssimos, caso alguém queira, me avisem!
 Vou ficando por aqui, até mais delícias <33

Nix

Via TUMBLR
Nix

Fragilizei, com os joelhos esfolados,
Arrastei-me em sua direção,
Com um olhar cego, obcecado,
Descrente de imaginação.

Parti-me em migalhas, e seus lábios se fecharam,
Deixou-me ao vento, meus fragmentos voaram.

Rasguei-me sobre rosas, quase pretas ao anoitecer,
Sangrei, e um amargo encheu minha boca,
Com um sabor que fui incapaz de reconhecer.

Dormente e em um último suspiro,
Praguejei a sua doce traição,
Mas eu já conhecia aquele destino,
Obscuro e negro como seu coração.

Doce benção da vida, a ironia,
Deixei-me morrer enquanto sorria.


Por W. Albuquerque.
* Direitos Autorais - clique aqui.

A Fera e a Rosa


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Via WeHeartIt
 Há muito tempo, em um lugar não tão distante, havia uma Fera. Possuía o corpo coberto por pelos escuros e olhos negros como a noite. Passava seus dias em estado agoniante, o mundo era pequeno para ela, sua mente estava lotada e exausta, e não conseguia mais dormir, por vezes, mal sabia distinguir a realidade da ilusão. Perdera peso rapidamente, pois a insônia consumia seu descanso e lhe privava da fome. Seu coração parecia uma tempestade em alto mar, confuso, negro, solitário, agitado.
Durante uma noite fria, a Fera caminhava perdida em seus pensamento infindáveis. Seus passos eram rasos sobre a neve acumulada da nevasca que se seguia, a visão estava embaçada, e ela sentia a morte por perto, mas não importava, quem sabe era isto que, lá no fundo, ela buscava. Após alguns montantes de passos dados, em meio ao tapete branco que preenchia sua vista, ela flagrou o inesperado, uma Rosa, de um tom vermelho vivo, que destacava-se no ambiente. A pobre flor era surrada pelo vento e atacada pela neve. A Fera a observou atentamente, tentando entender donde vinha aquela força... Mas não conseguiu, e rumou para casa.
Noutro dia, a Fera caminhou novamente pelo vale, a nevasca desistira daquele lugar, e acabou deixando para trás um véu branco cobrindo todas as superfícies a ela exposta. Em meio a caminhada, avistou de longe um detalhe vermelho, aproximou-se e reconheceu a Rosa guerreira, ela estava lá, em pé e forte. A Fera se aproximou e seus olhos brilharam, ela ficou abismada com tamanha beleza. E de certa forma, a Rosa retribuiu, inclinando-se em direção a seu admirador e dando mais vivacidade ao seu vermelho.
A Fera abaixou-se, e então tentou tocá-la, mas notou o quão frágil era a Rosa e não conseguiu continuar. Mas mesmo sem poder tocar aquela flor majestosa, a Fera retornava ao vale todos os dias, e passava horas a observado, e a Rosa, por sua vez, retribuía o carinho, oferecendo seu doce cheiro e preenchendo os olhos alheios com toda sua forma e cor. E ali, um elo aflorou, e não pararia de crescer.
Com o tempo, a impossibilidade do contato entre os novos amantes estava se tornando um incômodo. Em uma noite, a Fera, em meio a crises intensas de ansiedade, perdeu-se em pensamentos e sentimentos ruins, e a solidão bateu forte em seu peito, lhe trazendo a fúria e apagando qualquer sentimento quente e bom que um dia existiu ali. Ela saiu desesperada e foi até o vale. Ao chegar lá, avistou a flor e avançou violentamente sobre ela, enquanto gritava: “Por quê!?”
Quando a Fera estava prestes a tocar sua amada e destruí-la, algo dentro, no fundo do seu coração atormentado, a impediu. Ela então jogou-se ao lado da Rosa, e ardidas lágrimas escorreram queimando sua face, lhe trazendo a dor do arrependimento e da confusão, e até mesmo sua amada flor chorou naquela noite.
As horas passaram e o dia nasceu, a Fera abriu os olhos, com dificuldades, e notou que a Rosa a observava, e estranhamente parecia alegre.
“O que houve? Me perdoe, por favor, me perdoe!”
Exclamou a Fera desnorteada pelo ato de outrora. A Rosa então curvou-se sutilmente para seu amante, o ventou soprou suave, acalentando as pétalas vermelhas, mais vivas do que jamais estiveram, e uma delas se soltou. A pétala foi carregada pelo vento até que caiu sobre a face da Fera, que de imediato arregalou os olhos e sentiu algo novo, algo quente que se ascendeu dentro de si, e aquele toque, tão aguardado, jamais seria esquecido.
A Fera olhou emocionado para a Rosa, compartilhando aquele indestrutível amor, e ali selaram seus sentimentos, e a Fera compreendeu que não importava como fosse ou de que maneira fosse, ela queria estar ali, ao lado da sua amada, da flor que tomara seu coração, excitara seu interesse e surpreendera seu destino.

Por W. Albuquerque.
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Gostou? Comente, se não gostou, sinta-se a vontade para comentar assim mesmo rs 
Boa semana para você <3

Nova web série: O Extraordinário Mundo de Greta! WTF? Isso mesmo, clique e espie!

 Olá delícias. Surpresos de verem o título? Imagino que sim, mas vou explicar essa mudança de planos tão repentina. Bom, Quando o Sol Dorme será publicado, em breve, mas achei mais viável publicar O Extraordinário Mundo de Greta pelo simples motivo, ela precisa ser lida. O livro continuará disponível para compra do impresso, e quem ainda não conhece pode ler aqui e se gostar, pode comprar o impresso. Estive pensando que preciso espalhar a Greta, ela merece isso, e por este motivo tornei a história nossa nova web série. Espero que não se frustem e que gostem da história.
 Estive pensando em postar uma nova, mas com a faculdade apertando e eu estou com muitas coisas na cabeça, não vai fluir legal, e ao menos a história da Greta já está completa e pode ser prazeroso.
 Então, espero que gostem e compartilhem! Vai seguir o sistema de As Cinzas da Fênix, então não se preocupem, terá arquivos para download e tudo como antes =D

 Vamos lá! o/


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O Extraordinário Mundo de Greta

Capítulo I
"Asas de Vidro"

Ultimamente tenho pensado muito no mundo, no presente e passado, e confesso que um pouco no futuro. Dentre tudo o que anda me ocupando a mente, se destaca uma lembrança que não sai da minha cabeça, ela vem de forma tão nítida que o fato parece ter acontecido ontem. Muitos anos atrás, em um dia de árduo trabalho, passei boa parte do tempo observando algo cativo, talvez poucas pessoas conheçam, mas o que vi é realmente uma dádiva da natureza. Um pequeno ser, que faz parte de um grupo muito fascinante, habita entre os humanos e a natureza, á grosso modo posso dizer que sobrevive entre os humanos e vive na natureza. A pequenina perfeição se chama Greta Oto ou popularmente, Borboleta Asas-de-Vidro.
Eu passava por entre as províncias de uma região conhecida como Panamá, realizando alguns trabalhos em um dia cansativo com muito serviço e pouco tempo, mas tudo foi jogado ao esquecimento quando passei sobre um campo de Lantana, uma linda espécie de flor, cheia de cor e vida, e ao reparar sobre alguns montantes, meus olhos estremeceram. O campo era vasto e repleto de cor. Ao norte, mais ou menos dois quilômetros, havia um pequeno riacho e algumas mulheres camponesas trabalhavam à margem do mesmo. Havia um pequeno trecho de trezentos metros de chão surrado e logo se iniciava o campo, seguindo ao Sul, em minha direção, e a beleza se alastrava por mais um quilômetro até que encontrava outro pequenino afluente. O dia estava belo e os raios do Sol davam um charme extra às cores que se destacavam e em meio a toda a maravilha abundante, um pequeno detalhe me atiçou a curiosidade. Aproximei-me de um ramo misturado em um tom amarelo e rosado, confiante de que o que eu vira fosse apenas algo fictício, um relance. Parada diante de mim estava àquela borboleta, de asas transparentes. Eu pude ver as veias levemente escurecidas armando uma rede pouco massiva, e também um contorno que variava de um marrom escuro até um verde quase esmeralda, como se estivesse protegendo o interior - as camadas incolores - de uma beleza inestimável. Através das delicadas formas geométricas transparentes, pude ver as cores da flor onde a Greta pousara buscando o néctar. Pequenina e perfeita.
Demasiadamente abismado com o que eu vira, fiz questão de registrar o momento em minha mente, e guardar toda aquela obra natural no fundo das minhas memórias, afinal, não é todo dia que se pode ver isto. Tive que retomar meu caminho, logo que me afastei, já senti um aperto em deixar aquele pedaço de paraíso para trás, olhei rapidamente buscando uma última espiada, mas já estava distante.
Como o tempo passa rápido, para todos e tudo. É incrível também como as pessoas reclamam disto, vivem a juventude, muitas vezes supérflua, sem pensar nas consequências. Se ao menos admirassem o mundo como fiz no passado, e continuo praticando, elas talvez conseguissem alcançar o desejo de viver mais, ou até mesmo tratariam o planeta melhor. Mas se negam a experimentar a bondade e quando chega a hora de partir, inicia-se uma lamentação perturbadora.
            Quando estou trabalhando, tenho que enfrentar muitas queixas, eu escuto as pessoas chorarem, reclamarem e algumas tentam até me subornar. Pois é, isto não é o pior, eu sou odiado pelo trabalho que faço, ninguém quer aceitar minha função, assim como não querem que eu a execute, é problemático isso. Me recordo de uma situação, na qual eu deveria executar uma cobrança na casa de uma senhora, ela já passara dos oitenta anos, mas continuava forte, e olha que não era apenas mentalmente, ela conseguia erguer mais peso que muito marmanjo por aí. Esta senhora se chamava Amélia, ela gostava de caminhar enquanto observava o Sol nascendo, uma ótima atividade a meu ver. Muitas vezes eu a encontrava no caminho, perguntava como estavam indo as coisas e conversávamos por alguns minutos. Normalmente não converso quando estou trabalhando, mas eu não aguento, eu me rendo à curiosidade, não sei explicar, as pessoas que trabalham comigo dizem que isto é bobeira, um erro e que pode ser fatal, mas eu não entendo como podem ver desta forma, como não sentem a curiosidade que sinto.
Passaram-se alguns dias e eu sabia cada vez mais sobre aquela doce senhora, sobre sua vida, até mesmo receitas de comida e aperitivos ela quis me ensinar. Amélia morava na Inglaterra, em uma cidade do interior, sua casa era simples e bem cuidada. Ela era sozinha, o único filho já estava casado, com um rumo na vida e visitava a mãe sempre que possível. Apesar de algumas vezes eu sentir a tristeza dela, por estar distante do filho, percebia que estava satisfeita por ter criado um homem honesto e responsável.
            Creio que guardei a doce Amélia nas minhas memórias, por ter sido uma pessoa sensata, honesta, amigável, ela compreendia o mundo, e entre umas conversas e outras, me fez deixar de lado a aversão às falhas humanas, me ensinou a compreender e ponderar. No dia marcado para a cobrança, ela me surpreendeu ainda mais, diferente de quase todas as pessoas que conheci, ela aceitou as condições tranquilamente, e pude fazer meu trabalho sem problema algum.
Muitas vezes me pego pensando na humanidade. Se as pessoas sabem o que estão fazendo, apesar do livre arbítrio, parecem baratas tontas em meio ao lixo, não querendo comparar a Terra com lixo, mas é nisto que estão a transformando. Um lugar tão belo, com cores tão magníficas, que está se reduzindo a nada, literalmente nada, e em breve, muito provavelmente, tudo não passará de um deserto, triste, sem cores, sem beleza. É lamentável, mas é o direito que a humanidade tem, e por mais que eu não aceite estar vendo tudo indo por água abaixo desta forma, não posso interferir.
Tem dias que resolvo vagar pelo mundo, caminho pelas ruas, e escuto as pessoas praguejando meu serviço, algumas clamam por ele, e outras tentam entender o resultado do meu trabalho. Eu não entendo esta agitação toda, parece que as pessoas temem o que faço, mas não sou culpado, alguém tem que fazer. Já pensei em tirar algumas férias, mas a última vez que tentei, fui punido severamente pelo chefe, e nem reclamar eu posso, este é o problema de ser o ceifeiro da Morte.


Pelo tempo humano, posso dizer que ontem, recebi uma ordem nova do chefe. Curioso no mínimo, são raras as ocasiões onde nós mudamos nosso campo de atuação, a última vez que isto ocorreu, influenciou o fim do império da majestosa Babilônia; mas quem sou eu para reclamar, mesmo estando acostumado com o clima quente e úmido da América Latina, devo seguir as ordens. Fui designado a ser responsável por um perímetro menor do que o de costume. Não demoraria a chegar, apesar de ser um Ceifeiro e poder me deslocar para qualquer lugar através do véu espiritual em pouquíssimo tempo, eu sempre adorei observar, claro que por não ser rápido como deveria, eu era obrigado a me apressar, mas não importava e nunca importou, eu admiro a paisagem.
            Logo estava próximo à região sul do continente Sul Americano, passei por um estado chamado Rio de Janeiro. Há muitos anos, eu não visitava este continente, muitos mesmo, estava passando por ali pela primeira vez após desenvolvida a grande civilização, e devo admitir, fiquei maravilhado com o famoso Pão de Açúcar. Sabe, apesar de eu não me importar muito com coisas mundanas, me dei ao luxo de espiar o tal Cristo Redentor, e realmente posso dizer que é tão belo quanto os monumentos Maias, as estátuas Gregas e outras maravilhas que já pude observar. Notei algo um pouco engraçado, algumas cordas compridas que se esticavam até base superior da montanha, seguindo por elas, pequenas cabines usadas para o transporte. Tudo bem, isto pode não ser engraçado, mas é, quando não se pode sentir o que os humanos sentem, e sinceramente, raras vezes vi as pessoas sentirem tanto medo e tanta emoção ao mesmo tempo.
            Mal me dei conta do tempo, pairei sobre os limites do Cristo e aos poucos me dirigi até a montanha novamente, por um momento pensativo. Observei a correria à beira mar, o agito que se formava nas ruas, agora gradualmente se preenchendo de luz vinda dos automóveis, das residenciais, dos comércios e de muitas outras fontes. Fitei um pouco além e já pude observar o crepúsculo dando uma dinâmica inspiradora a cor dos céus, e logo o manto negro estrelado se instalou. Minha atenção foi tomada por um longo e intenso som de buzinas, observei a cidade, agora entre a montanha e a estátua, a cidade brilhava, com uma beleza imensa. Mesmo pasmo com a estonteante beleza do local, eu precisei continuar, avancei na direção sul e em minutos estava sobre São Paulo, a noite tão bela quanto o Rio, porém monótona e mais desprovida de natureza. Continuei avançando e cheguei ao Paraná, seguindo e parando por fim em Curitiba.
A cidade estava iluminada e eu me dirigi ao Centro, onde teria início a minha área de atuação. Passei por um grande monumento, o qual deduzi ser o museu do famoso Oscar Niemeyer, ao menos era o que passa na cabeça das pessoas na proximidade. Logo mais a frente senti uma forte agitação e um movimento constante, eu estava sobre um prédio, e pelo barulho, imaginei ser um shopping. Sem me distrair, continuei e senti uma vibração ainda mais forte, quando notei, já estava sobre uma extensa praça repleta de pessoas, que andavam para todas as direções, falavam todas ao mesmo tempo, e em sua grande maioria, estavam reunidas ou nos bares, ou em torno da cabeça de um cavalo que não parava de vomitar em um chafariz, era o Largo da Ordem. Uma fervorosa onda de excitação me atingiu, inconscientemente toda aquela multidão estava em contato, não físico, mas a sua euforia se tornava massiva, e mesmo não notando, ela contaminava a todos que se aproximavam. Resolvi, a partir daquele ponto, caminhar.
            Passei em meio a alguns jovens, adultos e velhos, todos sorrindo, conversando e com uma infinidade de pensamentos lotando suas cabeças, subi a praça até chegar a frente de um casarão, pessoas entravam e saiam, as mulheres em vestidos branco e brilhantes, e os homens em um padrão preto e branco. Na rua que se seguia a direita, ainda subindo a praça, vários homens agitados, iam e vinham carregando várias barras de ferro, lonas e pedaços compridos de madeira. O amontoado de pessoas que se iniciava no Largo, ainda era possível ver por mais algumas quadras, no mesmo ritmo agitado e fervoroso.
            Não mais de cinco minutos de caminhada, cheguei a um prédio longo, com um ar um pouco deprimente, em algumas janelas, pude ver luzes fracas acesas, e um pequeno movimento apenas na recepção. O prédio era um hospital, onde senti a presença de inúmeras crianças, adultos e velhos. Me aproximei e comecei a circular o local, segundo minhas instruções, aquele seria o marco zero.
            Passei alguns instantes em frente ao hospital, pairei observar as redondezas e sem delongas recebi novas ordens, as quais me indicaram as primeiras almas para serem ceifadas. Com as instruções em mãos e já no local, aproveitei para conhecer a região enquanto ceifava algumas almas até o alvorecer.




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Mente cheia, leituras transbordando, um quase surto e um pouco de arte! Oxi!

 Só pra dar bicha em vocês, gulosos(as)!

 Olá delícias. O blog deu um stop, não? Pois é, estou num estágio ai, como Social Media, e está meio corrido. Também semana que vem iniciam as provas na facul e aí fudeu de vez.
 Vamos começar com um videozinho, pois estou viciadão nesta cantora maravilhosa e hipnotizante, e o mínimo que posso fazer, é viciar vocês também rs. Então dê play e vamos seguindo!

 

 Bom, os dias tem sido curtíssimos, estou com a mente explodindo de coisas e não estou conseguindo descarregar em nada rsrs Nem o livro novo eu peguei para continuar, isto que até imprimi para revisar e organizar o mapa e o enredo, mas não deu mesmo. Sabem o que é pior? Estou CHEIO de ideias! AH! Estou sufocado. Estive pensando, acho que preciso de uma praia, esquecer do mundo, encher o caneco e curtir com a galera, uns dois dias pelo menos, mas creio que este desejo está meio distante no momento.


 Acho que nunca li tanto como ando lendo ultimamente, estou cheirando livros, comendo livros, tomando livros com suco e água rsrs Bato livro no liquidificador com aveia e frutas de manhã. Estou terminando o terceiro livro da Saga do Mago do Feist, terminando ainda O Temor do Sábio, o livro de publicidade do Toscani e comecei a ler outros dois já rsrs Socorro!

 Tenho novidades sobre meu livro, o primeiro vol. da série O Legado do Feiticeiro. Estimamos que ele fique pronto em Novembro, para vendas de natal e tal, então fiquem ligados! Já estou estruturando uma coisinha ou outra para o segundo vol. mas não vou adiantar, pois né, vocês precisam ler o primeiro o//

 Ah! Fiz umas artes rs Pra variar, né! Postei algumas já no post "Oi Setembro, doença do tempo...", então vou postar as últimas pinturas aqui. Espero que gostem, uma foi criada para tatuar em um amigo, semana que vem eu posto uma foto de como ficou a tattoo, e a outra foi sugestão da Mari do Tetas Trash, um puta blog, acompanhem!
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Rorschach
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Misfits
  O post hoje está curto galera, prometo que depois da semana que vem eu volto com mais força, assuntos novos, trago a web série nova e tal, okay? Tentarei acompanhar as postagens de todos e ir comentando, me perdoem se eu não der conta, mas não será por falta de esforço.
 É isso aí galera, mais um aleatório pra encher de blá blá blá rs 
 Obrigado a todos pela paciência e por me visitarem <33
 Até mais!



WTF?: 5 Questões para refletir o porque "quanto mais se aprende, menos se sabe"

  WTF? Pois é, uma "short tag" necessário e nova aqui no blog. Why? Bom, sabem aquelas questões monstras, as vezes sem noção, ou que te tira o sono? É preciso compartilhar para tirar o sono alheio também rs. Bah! Vamos experimentar.

 "Quanto mais se aprende, menos se sabe." 

 Tudo bem seu idiota, que porra de sentido tem isso? 

angelina jolie, garota interrompida, gif, angelina jolie gif, Me atropelo em leituras simultâneas, tentando suprir a curiosidade com um determinado assunto, e conforme isto vai progredindo, novas circunstâncias e curiosidades são levantadas e acabam tornando-se o próximo desejo de consumo intelectual. Eu sei, faz sentido, pois a curiosidade é um instinto, o homem tem uma necessidade vital de se questionar e questionar o que o rodeia. Mas quando não se sabe tanto e ao mesmo tempo, sabe-se muito?
 Quando criança, não sabemos o que é um átomo, pois tal dúvida não é pertinente naquele período ou nada despertou o interesse sobre tal, até então. Okay, mas as dúvidas naturais do período de criança são tão... Consistentes quanto as que temos na idade adulta, porém são tão massivas quanto?
 Desconhecer nos torna mais sábios? Pois de certa forma, conhecemos o que nos rodeia até certo ponto, mas se a curiosidade não fosse tão aguçada, qual seria o nível de conhecimento, levando em conta que nos limitaríamos ao básico (não excluo claro a necessidade de conhecimento, mas suponhamos uma situação onde essa curiosidade não seja algo tão aflorado, mas sim em um nível suficiente para a sobrevivência e ação em nível básico).

pensamentos, muitos pensamentos, cansaço, cabeça cheia, desenho, ilustração,
 E o que nos faz entender que alguém ou até nós mesmos, tem um conhecimento "x" sobre um assunto "x" ou um conhecimento geral, digo, como medir isto? 
 Saber que o conhecimento é básico, alto, ou qualquer outra coisa? 
 Pode-se também interpretar um conhecimento nulo?
 Não acredito que possamos medir o conhecimento, assim como creio que a ignorância é o que prevalece, é claro que podemos, não medir mas, distinguir o nível intelectual de uma pessoa para outra, mas ainda assim é relativo, pois leva em conta o conhecimento de vida, intelectual, etc. Agora, conhecimento nulo, é abstrato até mesmo para um recém nascido ou um animal, um inseto. Na questão do animal ou inseto, o ser não humano, o conhecimento é fragmentado, uma vez que eles agem pelo instinto, e nós, além do instinto, possuímos a racionalidade e a consciência.

 Isto tudo nos leva a um possível próximo "soco em ponta de faca", o ser humano, Homo Sapiens Sapiens, é diferente porque? Por ser racional? Tudo bem, mas tem o fator da consciência, não seria isto que nos difere de forma literal? Afinal, temos a consciência racional, mas também a mítica, o senso comum, a intuitiva, etc. Nó na cuca =D

 Quanto mais se aprende, menos se sabe? O que vocês acham?
 Obrigado pela atenção, delícias <3
 xoxo

O Português Abrasileirado [Parte II]

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 Olá delícias! Tudo beim cum ceis? Aqui esta tudo tranquilo! o/
 Bom, antes de mais nada, queria agradecer aos comentários sobre o último post que rolou aqui no blog, falando sobre o Português Abrasileirado ~ clique e leia a Parte I ~, achei bacana vocês terem gostado, pois é um assunto que estou estudando e tal, é legal poder compartilhar algo assim com vocês. Então, pega aí um lanchinho leve, um fígado de Troll e um suco de olho de dragão e vamos espiar um pouco mais sobre esse negóço estranhu que é o portugueis.

wtf?, wtf, what tha fuck?, que porra é essa?, como assim?, como?, dúvida, monstro s.a No post passado, comecei dizendo que o brasileiro é poliglota, certo? Certo! E isto é um fato. Não temos apenas os sotaques que distinguem a nossa língua, mas também as gírias e a fonética. Aqui no sul, especificamente em Curitiba, quem é de fora e visita a cidade costuma dizer que o curitibano tem seu próprio idioma - rs - e é engraçado, pois se tu parar para pensar, é verdade :o

 Ah, antes de continuar e para alimentar sua curiosidade, sabiam que no Brasil, além do português, existem mais de 190 línguas vivas? WTF? (claro que a maioria está quase extinta, mas né...)

 Isso, isso, isso. Tem um canal no utubis chamado "Como Se Fala em Curitiba", e porra , é um tesão piá! O canal aborda a linguagem do curitibano com um toque de humor, aconselho que vocês espiem um vídeo ou outro, creio que irão gostar, mas vou deixar um aqui em baixo pois sei que muitos tem PREGUIÇA! FUCKERS!



 Vortando pra cá! Nesse país continental temos diversas formas para falar o português. Tem aqueles que maravilhosamente trocam o L pelo R (mas isto não acontece por ser do interior e tal? É sim, mas não muda o fato de que a dificuldade da pronúncia cria uma distinção fonética na língua, mas de qualquer forma, quem vive no interior também tem suas gírias, o que concretiza essa diferença), falando "pranta" e não "planta", ou dá aquela economizada na corda vocal - rs ai que maldade - e manda um "vou comprar um quio de figo (quilo de fígado)", "tem que por o pexe na caxa (peixe na caixa)" etc.

 Bah! Como pode isto? Pode sim! Já ouviu que na Bahia, baiano fala oxente e come vatapá?¹ Pois no sul, gaúcho fala bah e toma... Chimarrão! rs
¹ - Tu precisa, obrigatoriamente - principalmente se não conhece -, ouvir Robocop Gay dos Mamonas Assassinas. E quem já conhece, que tal um remember?
Play o//

 Espero que esteja tão engraçado para vocês ler isto, quanto está para eu escrever.

 Eu falo muito "tu", e é estranho, pois sou de Curitiba, na realidade até "bah" eu falo as vezes, mas é porque eu trabalhei muito tempo com um gerente gaúcho, e o "bah" até foi amenizado, mas o "tu" nunca mais me largou.

 Acho que poucas coisas são tão engraçadas e legais, quanto ouvir um nordestino, ou até mesmo um baiano falando. Tem um tom diferente, o baiano é meio preguiçoso, o nordestino é enrolado e afobado, e dão ênfases em certas momentos no meio das frases, ou até mesmo no meio de uma palavra. Sem falar que os nordestino também possui um vocabulário próprio - rsrs -, por exemplo, tu sabe o que significa "caceteiro"? É senhoras e senhores, é um adjetivo para o típico brigão, o porradeiro rs.

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 E o paulista? Ah, o paulista. Viajei muitas vezes para São Paulo, e nunca consegui entender grande parte das conversas que eu tive lá. Enquanto eu estava começando minha frase, meus amigos de lá já haviam terminado a conversa toda. Sem falar do "meu", "orra meu", "não meu", "tá brincando comigo meu?". Sabem o que é engraçado? Quando estive lá, as pessoas, principalmente as mulheres, paravam e ficavam me encarando no meio das conversas, mas encarando mesmo, pois achavam "bonitinho" meu jeito de falar, pelo sotaque do sul. BENZADEOS!

 Ah, eu acho engraçado que no norte costuma-se falar "macaxeira", porra! rs E acreditem ou não, é a mesma coisa que mandioca, e mandioca deve ser alguma outra coisa em outra região. Complexo e bizarro.

 Bom, esse post não ficou tão didático quanto o primeiro, e essa é a intenção, para não deixar tudo chato. O objetivo aqui, é trazer o assunto a nível de curiosidade, e é um espaço para eu assimilar melhor e semear o que vou aprendendo aqui e ali. Estou pensando em fazer um post falando sobre texto, leitura, mas falando um pouco do que é um texto e uma leitura, é bem interessante, vou tentar deixar dinâmico e trazer para vocês, okay? Ah! E quanto a tag Semeando, está legal? Pensei em mudar para Faculdando - rs -, sei lá. Continuo postando curiosidades e matérias como está?
 E antes de dar tchau, me diz aí, de onde tu é? Me diga algumas gírias que costuma usar. Vou adorar conhecer.

Obs: Eu tento escrever "você" para ficar mais, uhm, correto, mas como grande parte dos meus posts são informais, o "tu" prevalece. Malditos vícios.

 Obrigado pela atenção e pela leitura delícias <3
 Até o próximo post.

Faça parte!