A Fera e a Rosa


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Via WeHeartIt
 Há muito tempo, em um lugar não tão distante, havia uma Fera. Possuía o corpo coberto por pelos escuros e olhos negros como a noite. Passava seus dias em estado agoniante, o mundo era pequeno para ela, sua mente estava lotada e exausta, e não conseguia mais dormir, por vezes, mal sabia distinguir a realidade da ilusão. Perdera peso rapidamente, pois a insônia consumia seu descanso e lhe privava da fome. Seu coração parecia uma tempestade em alto mar, confuso, negro, solitário, agitado.
Durante uma noite fria, a Fera caminhava perdida em seus pensamento infindáveis. Seus passos eram rasos sobre a neve acumulada da nevasca que se seguia, a visão estava embaçada, e ela sentia a morte por perto, mas não importava, quem sabe era isto que, lá no fundo, ela buscava. Após alguns montantes de passos dados, em meio ao tapete branco que preenchia sua vista, ela flagrou o inesperado, uma Rosa, de um tom vermelho vivo, que destacava-se no ambiente. A pobre flor era surrada pelo vento e atacada pela neve. A Fera a observou atentamente, tentando entender donde vinha aquela força... Mas não conseguiu, e rumou para casa.
Noutro dia, a Fera caminhou novamente pelo vale, a nevasca desistira daquele lugar, e acabou deixando para trás um véu branco cobrindo todas as superfícies a ela exposta. Em meio a caminhada, avistou de longe um detalhe vermelho, aproximou-se e reconheceu a Rosa guerreira, ela estava lá, em pé e forte. A Fera se aproximou e seus olhos brilharam, ela ficou abismada com tamanha beleza. E de certa forma, a Rosa retribuiu, inclinando-se em direção a seu admirador e dando mais vivacidade ao seu vermelho.
A Fera abaixou-se, e então tentou tocá-la, mas notou o quão frágil era a Rosa e não conseguiu continuar. Mas mesmo sem poder tocar aquela flor majestosa, a Fera retornava ao vale todos os dias, e passava horas a observado, e a Rosa, por sua vez, retribuía o carinho, oferecendo seu doce cheiro e preenchendo os olhos alheios com toda sua forma e cor. E ali, um elo aflorou, e não pararia de crescer.
Com o tempo, a impossibilidade do contato entre os novos amantes estava se tornando um incômodo. Em uma noite, a Fera, em meio a crises intensas de ansiedade, perdeu-se em pensamentos e sentimentos ruins, e a solidão bateu forte em seu peito, lhe trazendo a fúria e apagando qualquer sentimento quente e bom que um dia existiu ali. Ela saiu desesperada e foi até o vale. Ao chegar lá, avistou a flor e avançou violentamente sobre ela, enquanto gritava: “Por quê!?”
Quando a Fera estava prestes a tocar sua amada e destruí-la, algo dentro, no fundo do seu coração atormentado, a impediu. Ela então jogou-se ao lado da Rosa, e ardidas lágrimas escorreram queimando sua face, lhe trazendo a dor do arrependimento e da confusão, e até mesmo sua amada flor chorou naquela noite.
As horas passaram e o dia nasceu, a Fera abriu os olhos, com dificuldades, e notou que a Rosa a observava, e estranhamente parecia alegre.
“O que houve? Me perdoe, por favor, me perdoe!”
Exclamou a Fera desnorteada pelo ato de outrora. A Rosa então curvou-se sutilmente para seu amante, o ventou soprou suave, acalentando as pétalas vermelhas, mais vivas do que jamais estiveram, e uma delas se soltou. A pétala foi carregada pelo vento até que caiu sobre a face da Fera, que de imediato arregalou os olhos e sentiu algo novo, algo quente que se ascendeu dentro de si, e aquele toque, tão aguardado, jamais seria esquecido.
A Fera olhou emocionado para a Rosa, compartilhando aquele indestrutível amor, e ali selaram seus sentimentos, e a Fera compreendeu que não importava como fosse ou de que maneira fosse, ela queria estar ali, ao lado da sua amada, da flor que tomara seu coração, excitara seu interesse e surpreendera seu destino.

Por W. Albuquerque.
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Boa semana para você <3

Nova web série: O Extraordinário Mundo de Greta! WTF? Isso mesmo, clique e espie!

 Olá delícias. Surpresos de verem o título? Imagino que sim, mas vou explicar essa mudança de planos tão repentina. Bom, Quando o Sol Dorme será publicado, em breve, mas achei mais viável publicar O Extraordinário Mundo de Greta pelo simples motivo, ela precisa ser lida. O livro continuará disponível para compra do impresso, e quem ainda não conhece pode ler aqui e se gostar, pode comprar o impresso. Estive pensando que preciso espalhar a Greta, ela merece isso, e por este motivo tornei a história nossa nova web série. Espero que não se frustem e que gostem da história.
 Estive pensando em postar uma nova, mas com a faculdade apertando e eu estou com muitas coisas na cabeça, não vai fluir legal, e ao menos a história da Greta já está completa e pode ser prazeroso.
 Então, espero que gostem e compartilhem! Vai seguir o sistema de As Cinzas da Fênix, então não se preocupem, terá arquivos para download e tudo como antes =D

 Vamos lá! o/


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O Extraordinário Mundo de Greta

Capítulo I
"Asas de Vidro"

Ultimamente tenho pensado muito no mundo, no presente e passado, e confesso que um pouco no futuro. Dentre tudo o que anda me ocupando a mente, se destaca uma lembrança que não sai da minha cabeça, ela vem de forma tão nítida que o fato parece ter acontecido ontem. Muitos anos atrás, em um dia de árduo trabalho, passei boa parte do tempo observando algo cativo, talvez poucas pessoas conheçam, mas o que vi é realmente uma dádiva da natureza. Um pequeno ser, que faz parte de um grupo muito fascinante, habita entre os humanos e a natureza, á grosso modo posso dizer que sobrevive entre os humanos e vive na natureza. A pequenina perfeição se chama Greta Oto ou popularmente, Borboleta Asas-de-Vidro.
Eu passava por entre as províncias de uma região conhecida como Panamá, realizando alguns trabalhos em um dia cansativo com muito serviço e pouco tempo, mas tudo foi jogado ao esquecimento quando passei sobre um campo de Lantana, uma linda espécie de flor, cheia de cor e vida, e ao reparar sobre alguns montantes, meus olhos estremeceram. O campo era vasto e repleto de cor. Ao norte, mais ou menos dois quilômetros, havia um pequeno riacho e algumas mulheres camponesas trabalhavam à margem do mesmo. Havia um pequeno trecho de trezentos metros de chão surrado e logo se iniciava o campo, seguindo ao Sul, em minha direção, e a beleza se alastrava por mais um quilômetro até que encontrava outro pequenino afluente. O dia estava belo e os raios do Sol davam um charme extra às cores que se destacavam e em meio a toda a maravilha abundante, um pequeno detalhe me atiçou a curiosidade. Aproximei-me de um ramo misturado em um tom amarelo e rosado, confiante de que o que eu vira fosse apenas algo fictício, um relance. Parada diante de mim estava àquela borboleta, de asas transparentes. Eu pude ver as veias levemente escurecidas armando uma rede pouco massiva, e também um contorno que variava de um marrom escuro até um verde quase esmeralda, como se estivesse protegendo o interior - as camadas incolores - de uma beleza inestimável. Através das delicadas formas geométricas transparentes, pude ver as cores da flor onde a Greta pousara buscando o néctar. Pequenina e perfeita.
Demasiadamente abismado com o que eu vira, fiz questão de registrar o momento em minha mente, e guardar toda aquela obra natural no fundo das minhas memórias, afinal, não é todo dia que se pode ver isto. Tive que retomar meu caminho, logo que me afastei, já senti um aperto em deixar aquele pedaço de paraíso para trás, olhei rapidamente buscando uma última espiada, mas já estava distante.
Como o tempo passa rápido, para todos e tudo. É incrível também como as pessoas reclamam disto, vivem a juventude, muitas vezes supérflua, sem pensar nas consequências. Se ao menos admirassem o mundo como fiz no passado, e continuo praticando, elas talvez conseguissem alcançar o desejo de viver mais, ou até mesmo tratariam o planeta melhor. Mas se negam a experimentar a bondade e quando chega a hora de partir, inicia-se uma lamentação perturbadora.
            Quando estou trabalhando, tenho que enfrentar muitas queixas, eu escuto as pessoas chorarem, reclamarem e algumas tentam até me subornar. Pois é, isto não é o pior, eu sou odiado pelo trabalho que faço, ninguém quer aceitar minha função, assim como não querem que eu a execute, é problemático isso. Me recordo de uma situação, na qual eu deveria executar uma cobrança na casa de uma senhora, ela já passara dos oitenta anos, mas continuava forte, e olha que não era apenas mentalmente, ela conseguia erguer mais peso que muito marmanjo por aí. Esta senhora se chamava Amélia, ela gostava de caminhar enquanto observava o Sol nascendo, uma ótima atividade a meu ver. Muitas vezes eu a encontrava no caminho, perguntava como estavam indo as coisas e conversávamos por alguns minutos. Normalmente não converso quando estou trabalhando, mas eu não aguento, eu me rendo à curiosidade, não sei explicar, as pessoas que trabalham comigo dizem que isto é bobeira, um erro e que pode ser fatal, mas eu não entendo como podem ver desta forma, como não sentem a curiosidade que sinto.
Passaram-se alguns dias e eu sabia cada vez mais sobre aquela doce senhora, sobre sua vida, até mesmo receitas de comida e aperitivos ela quis me ensinar. Amélia morava na Inglaterra, em uma cidade do interior, sua casa era simples e bem cuidada. Ela era sozinha, o único filho já estava casado, com um rumo na vida e visitava a mãe sempre que possível. Apesar de algumas vezes eu sentir a tristeza dela, por estar distante do filho, percebia que estava satisfeita por ter criado um homem honesto e responsável.
            Creio que guardei a doce Amélia nas minhas memórias, por ter sido uma pessoa sensata, honesta, amigável, ela compreendia o mundo, e entre umas conversas e outras, me fez deixar de lado a aversão às falhas humanas, me ensinou a compreender e ponderar. No dia marcado para a cobrança, ela me surpreendeu ainda mais, diferente de quase todas as pessoas que conheci, ela aceitou as condições tranquilamente, e pude fazer meu trabalho sem problema algum.
Muitas vezes me pego pensando na humanidade. Se as pessoas sabem o que estão fazendo, apesar do livre arbítrio, parecem baratas tontas em meio ao lixo, não querendo comparar a Terra com lixo, mas é nisto que estão a transformando. Um lugar tão belo, com cores tão magníficas, que está se reduzindo a nada, literalmente nada, e em breve, muito provavelmente, tudo não passará de um deserto, triste, sem cores, sem beleza. É lamentável, mas é o direito que a humanidade tem, e por mais que eu não aceite estar vendo tudo indo por água abaixo desta forma, não posso interferir.
Tem dias que resolvo vagar pelo mundo, caminho pelas ruas, e escuto as pessoas praguejando meu serviço, algumas clamam por ele, e outras tentam entender o resultado do meu trabalho. Eu não entendo esta agitação toda, parece que as pessoas temem o que faço, mas não sou culpado, alguém tem que fazer. Já pensei em tirar algumas férias, mas a última vez que tentei, fui punido severamente pelo chefe, e nem reclamar eu posso, este é o problema de ser o ceifeiro da Morte.


Pelo tempo humano, posso dizer que ontem, recebi uma ordem nova do chefe. Curioso no mínimo, são raras as ocasiões onde nós mudamos nosso campo de atuação, a última vez que isto ocorreu, influenciou o fim do império da majestosa Babilônia; mas quem sou eu para reclamar, mesmo estando acostumado com o clima quente e úmido da América Latina, devo seguir as ordens. Fui designado a ser responsável por um perímetro menor do que o de costume. Não demoraria a chegar, apesar de ser um Ceifeiro e poder me deslocar para qualquer lugar através do véu espiritual em pouquíssimo tempo, eu sempre adorei observar, claro que por não ser rápido como deveria, eu era obrigado a me apressar, mas não importava e nunca importou, eu admiro a paisagem.
            Logo estava próximo à região sul do continente Sul Americano, passei por um estado chamado Rio de Janeiro. Há muitos anos, eu não visitava este continente, muitos mesmo, estava passando por ali pela primeira vez após desenvolvida a grande civilização, e devo admitir, fiquei maravilhado com o famoso Pão de Açúcar. Sabe, apesar de eu não me importar muito com coisas mundanas, me dei ao luxo de espiar o tal Cristo Redentor, e realmente posso dizer que é tão belo quanto os monumentos Maias, as estátuas Gregas e outras maravilhas que já pude observar. Notei algo um pouco engraçado, algumas cordas compridas que se esticavam até base superior da montanha, seguindo por elas, pequenas cabines usadas para o transporte. Tudo bem, isto pode não ser engraçado, mas é, quando não se pode sentir o que os humanos sentem, e sinceramente, raras vezes vi as pessoas sentirem tanto medo e tanta emoção ao mesmo tempo.
            Mal me dei conta do tempo, pairei sobre os limites do Cristo e aos poucos me dirigi até a montanha novamente, por um momento pensativo. Observei a correria à beira mar, o agito que se formava nas ruas, agora gradualmente se preenchendo de luz vinda dos automóveis, das residenciais, dos comércios e de muitas outras fontes. Fitei um pouco além e já pude observar o crepúsculo dando uma dinâmica inspiradora a cor dos céus, e logo o manto negro estrelado se instalou. Minha atenção foi tomada por um longo e intenso som de buzinas, observei a cidade, agora entre a montanha e a estátua, a cidade brilhava, com uma beleza imensa. Mesmo pasmo com a estonteante beleza do local, eu precisei continuar, avancei na direção sul e em minutos estava sobre São Paulo, a noite tão bela quanto o Rio, porém monótona e mais desprovida de natureza. Continuei avançando e cheguei ao Paraná, seguindo e parando por fim em Curitiba.
A cidade estava iluminada e eu me dirigi ao Centro, onde teria início a minha área de atuação. Passei por um grande monumento, o qual deduzi ser o museu do famoso Oscar Niemeyer, ao menos era o que passa na cabeça das pessoas na proximidade. Logo mais a frente senti uma forte agitação e um movimento constante, eu estava sobre um prédio, e pelo barulho, imaginei ser um shopping. Sem me distrair, continuei e senti uma vibração ainda mais forte, quando notei, já estava sobre uma extensa praça repleta de pessoas, que andavam para todas as direções, falavam todas ao mesmo tempo, e em sua grande maioria, estavam reunidas ou nos bares, ou em torno da cabeça de um cavalo que não parava de vomitar em um chafariz, era o Largo da Ordem. Uma fervorosa onda de excitação me atingiu, inconscientemente toda aquela multidão estava em contato, não físico, mas a sua euforia se tornava massiva, e mesmo não notando, ela contaminava a todos que se aproximavam. Resolvi, a partir daquele ponto, caminhar.
            Passei em meio a alguns jovens, adultos e velhos, todos sorrindo, conversando e com uma infinidade de pensamentos lotando suas cabeças, subi a praça até chegar a frente de um casarão, pessoas entravam e saiam, as mulheres em vestidos branco e brilhantes, e os homens em um padrão preto e branco. Na rua que se seguia a direita, ainda subindo a praça, vários homens agitados, iam e vinham carregando várias barras de ferro, lonas e pedaços compridos de madeira. O amontoado de pessoas que se iniciava no Largo, ainda era possível ver por mais algumas quadras, no mesmo ritmo agitado e fervoroso.
            Não mais de cinco minutos de caminhada, cheguei a um prédio longo, com um ar um pouco deprimente, em algumas janelas, pude ver luzes fracas acesas, e um pequeno movimento apenas na recepção. O prédio era um hospital, onde senti a presença de inúmeras crianças, adultos e velhos. Me aproximei e comecei a circular o local, segundo minhas instruções, aquele seria o marco zero.
            Passei alguns instantes em frente ao hospital, pairei observar as redondezas e sem delongas recebi novas ordens, as quais me indicaram as primeiras almas para serem ceifadas. Com as instruções em mãos e já no local, aproveitei para conhecer a região enquanto ceifava algumas almas até o alvorecer.


- > Capítulo II


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Mente cheia, leituras transbordando, um quase surto e um pouco de arte! Oxi!

 Só pra dar bicha em vocês, gulosos(as)!

 Olá delícias. O blog deu um stop, não? Pois é, estou num estágio ai, como Social Media, e está meio corrido. Também semana que vem iniciam as provas na facul e aí fudeu de vez.
 Vamos começar com um videozinho, pois estou viciadão nesta cantora maravilhosa e hipnotizante, e o mínimo que posso fazer, é viciar vocês também rs. Então dê play e vamos seguindo!

 

 Bom, os dias tem sido curtíssimos, estou com a mente explodindo de coisas e não estou conseguindo descarregar em nada rsrs Nem o livro novo eu peguei para continuar, isto que até imprimi para revisar e organizar o mapa e o enredo, mas não deu mesmo. Sabem o que é pior? Estou CHEIO de ideias! AH! Estou sufocado. Estive pensando, acho que preciso de uma praia, esquecer do mundo, encher o caneco e curtir com a galera, uns dois dias pelo menos, mas creio que este desejo está meio distante no momento.


 Acho que nunca li tanto como ando lendo ultimamente, estou cheirando livros, comendo livros, tomando livros com suco e água rsrs Bato livro no liquidificador com aveia e frutas de manhã. Estou terminando o terceiro livro da Saga do Mago do Feist, terminando ainda O Temor do Sábio, o livro de publicidade do Toscani e comecei a ler outros dois já rsrs Socorro!

 Tenho novidades sobre meu livro, o primeiro vol. da série O Legado do Feiticeiro. Estimamos que ele fique pronto em Novembro, para vendas de natal e tal, então fiquem ligados! Já estou estruturando uma coisinha ou outra para o segundo vol. mas não vou adiantar, pois né, vocês precisam ler o primeiro o//

 Ah! Fiz umas artes rs Pra variar, né! Postei algumas já no post "Oi Setembro, doença do tempo...", então vou postar as últimas pinturas aqui. Espero que gostem, uma foi criada para tatuar em um amigo, semana que vem eu posto uma foto de como ficou a tattoo, e a outra foi sugestão da Mari do Tetas Trash, um puta blog, acompanhem!
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Rorschach
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Misfits
  O post hoje está curto galera, prometo que depois da semana que vem eu volto com mais força, assuntos novos, trago a web série nova e tal, okay? Tentarei acompanhar as postagens de todos e ir comentando, me perdoem se eu não der conta, mas não será por falta de esforço.
 É isso aí galera, mais um aleatório pra encher de blá blá blá rs 
 Obrigado a todos pela paciência e por me visitarem <33
 Até mais!



WTF?: 5 Questões para refletir o porque "quanto mais se aprende, menos se sabe"

  WTF? Pois é, uma "short tag" necessário e nova aqui no blog. Why? Bom, sabem aquelas questões monstras, as vezes sem noção, ou que te tira o sono? É preciso compartilhar para tirar o sono alheio também rs. Bah! Vamos experimentar.

 "Quanto mais se aprende, menos se sabe." 

 Tudo bem seu idiota, que porra de sentido tem isso? 

angelina jolie, garota interrompida, gif, angelina jolie gif, Me atropelo em leituras simultâneas, tentando suprir a curiosidade com um determinado assunto, e conforme isto vai progredindo, novas circunstâncias e curiosidades são levantadas e acabam tornando-se o próximo desejo de consumo intelectual. Eu sei, faz sentido, pois a curiosidade é um instinto, o homem tem uma necessidade vital de se questionar e questionar o que o rodeia. Mas quando não se sabe tanto e ao mesmo tempo, sabe-se muito?
 Quando criança, não sabemos o que é um átomo, pois tal dúvida não é pertinente naquele período ou nada despertou o interesse sobre tal, até então. Okay, mas as dúvidas naturais do período de criança são tão... Consistentes quanto as que temos na idade adulta, porém são tão massivas quanto?
 Desconhecer nos torna mais sábios? Pois de certa forma, conhecemos o que nos rodeia até certo ponto, mas se a curiosidade não fosse tão aguçada, qual seria o nível de conhecimento, levando em conta que nos limitaríamos ao básico (não excluo claro a necessidade de conhecimento, mas suponhamos uma situação onde essa curiosidade não seja algo tão aflorado, mas sim em um nível suficiente para a sobrevivência e ação em nível básico).

pensamentos, muitos pensamentos, cansaço, cabeça cheia, desenho, ilustração,
 E o que nos faz entender que alguém ou até nós mesmos, tem um conhecimento "x" sobre um assunto "x" ou um conhecimento geral, digo, como medir isto? 
 Saber que o conhecimento é básico, alto, ou qualquer outra coisa? 
 Pode-se também interpretar um conhecimento nulo?
 Não acredito que possamos medir o conhecimento, assim como creio que a ignorância é o que prevalece, é claro que podemos, não medir mas, distinguir o nível intelectual de uma pessoa para outra, mas ainda assim é relativo, pois leva em conta o conhecimento de vida, intelectual, etc. Agora, conhecimento nulo, é abstrato até mesmo para um recém nascido ou um animal, um inseto. Na questão do animal ou inseto, o ser não humano, o conhecimento é fragmentado, uma vez que eles agem pelo instinto, e nós, além do instinto, possuímos a racionalidade e a consciência.

 Isto tudo nos leva a um possível próximo "soco em ponta de faca", o ser humano, Homo Sapiens Sapiens, é diferente porque? Por ser racional? Tudo bem, mas tem o fator da consciência, não seria isto que nos difere de forma literal? Afinal, temos a consciência racional, mas também a mítica, o senso comum, a intuitiva, etc. Nó na cuca =D

 Quanto mais se aprende, menos se sabe? O que vocês acham?
 Obrigado pela atenção, delícias <3
 xoxo

O Português Abrasileirado [Parte II]

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 Olá delícias! Tudo beim cum ceis? Aqui esta tudo tranquilo! o/
 Bom, antes de mais nada, queria agradecer aos comentários sobre o último post que rolou aqui no blog, falando sobre o Português Abrasileirado ~ clique e leia a Parte I ~, achei bacana vocês terem gostado, pois é um assunto que estou estudando e tal, é legal poder compartilhar algo assim com vocês. Então, pega aí um lanchinho leve, um fígado de Troll e um suco de olho de dragão e vamos espiar um pouco mais sobre esse negóço estranhu que é o portugueis.

wtf?, wtf, what tha fuck?, que porra é essa?, como assim?, como?, dúvida, monstro s.a No post passado, comecei dizendo que o brasileiro é poliglota, certo? Certo! E isto é um fato. Não temos apenas os sotaques que distinguem a nossa língua, mas também as gírias e a fonética. Aqui no sul, especificamente em Curitiba, quem é de fora e visita a cidade costuma dizer que o curitibano tem seu próprio idioma - rs - e é engraçado, pois se tu parar para pensar, é verdade :o

 Ah, antes de continuar e para alimentar sua curiosidade, sabiam que no Brasil, além do português, existem mais de 190 línguas vivas? WTF? (claro que a maioria está quase extinta, mas né...)

 Isso, isso, isso. Tem um canal no utubis chamado "Como Se Fala em Curitiba", e porra , é um tesão piá! O canal aborda a linguagem do curitibano com um toque de humor, aconselho que vocês espiem um vídeo ou outro, creio que irão gostar, mas vou deixar um aqui em baixo pois sei que muitos tem PREGUIÇA! FUCKERS!



 Vortando pra cá! Nesse país continental temos diversas formas para falar o português. Tem aqueles que maravilhosamente trocam o L pelo R (mas isto não acontece por ser do interior e tal? É sim, mas não muda o fato de que a dificuldade da pronúncia cria uma distinção fonética na língua, mas de qualquer forma, quem vive no interior também tem suas gírias, o que concretiza essa diferença), falando "pranta" e não "planta", ou dá aquela economizada na corda vocal - rs ai que maldade - e manda um "vou comprar um quio de figo (quilo de fígado)", "tem que por o pexe na caxa (peixe na caixa)" etc.

 Bah! Como pode isto? Pode sim! Já ouviu que na Bahia, baiano fala oxente e come vatapá?¹ Pois no sul, gaúcho fala bah e toma... Chimarrão! rs
¹ - Tu precisa, obrigatoriamente - principalmente se não conhece -, ouvir Robocop Gay dos Mamonas Assassinas. E quem já conhece, que tal um remember?
Play o//

 Espero que esteja tão engraçado para vocês ler isto, quanto está para eu escrever.

 Eu falo muito "tu", e é estranho, pois sou de Curitiba, na realidade até "bah" eu falo as vezes, mas é porque eu trabalhei muito tempo com um gerente gaúcho, e o "bah" até foi amenizado, mas o "tu" nunca mais me largou.

 Acho que poucas coisas são tão engraçadas e legais, quanto ouvir um nordestino, ou até mesmo um baiano falando. Tem um tom diferente, o baiano é meio preguiçoso, o nordestino é enrolado e afobado, e dão ênfases em certas momentos no meio das frases, ou até mesmo no meio de uma palavra. Sem falar que os nordestino também possui um vocabulário próprio - rsrs -, por exemplo, tu sabe o que significa "caceteiro"? É senhoras e senhores, é um adjetivo para o típico brigão, o porradeiro rs.

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 E o paulista? Ah, o paulista. Viajei muitas vezes para São Paulo, e nunca consegui entender grande parte das conversas que eu tive lá. Enquanto eu estava começando minha frase, meus amigos de lá já haviam terminado a conversa toda. Sem falar do "meu", "orra meu", "não meu", "tá brincando comigo meu?". Sabem o que é engraçado? Quando estive lá, as pessoas, principalmente as mulheres, paravam e ficavam me encarando no meio das conversas, mas encarando mesmo, pois achavam "bonitinho" meu jeito de falar, pelo sotaque do sul. BENZADEOS!

 Ah, eu acho engraçado que no norte costuma-se falar "macaxeira", porra! rs E acreditem ou não, é a mesma coisa que mandioca, e mandioca deve ser alguma outra coisa em outra região. Complexo e bizarro.

 Bom, esse post não ficou tão didático quanto o primeiro, e essa é a intenção, para não deixar tudo chato. O objetivo aqui, é trazer o assunto a nível de curiosidade, e é um espaço para eu assimilar melhor e semear o que vou aprendendo aqui e ali. Estou pensando em fazer um post falando sobre texto, leitura, mas falando um pouco do que é um texto e uma leitura, é bem interessante, vou tentar deixar dinâmico e trazer para vocês, okay? Ah! E quanto a tag Semeando, está legal? Pensei em mudar para Faculdando - rs -, sei lá. Continuo postando curiosidades e matérias como está?
 E antes de dar tchau, me diz aí, de onde tu é? Me diga algumas gírias que costuma usar. Vou adorar conhecer.

Obs: Eu tento escrever "você" para ficar mais, uhm, correto, mas como grande parte dos meus posts são informais, o "tu" prevalece. Malditos vícios.

 Obrigado pela atenção e pela leitura delícias <3
 Até o próximo post.

Eu gosto de flores

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Almond Blossom,” by Vincent Van Gogh
"Eu gosto de flores"

Quero flores estampadas nas minhas vestes, 
Quero cheiro de flores em meus perfumes,
Quero cores de flores nos meus dias,
Quero sutileza de flores em minha vida,
E sua beleza para apreciar e semear,
Pois eu gosto de flores.

Por W. Albuquerque.
* Direitos Autorais - clique aqui.

 Van Gogh? Sim, o escolhi para ilustrar esse textinho, pois foi o que me inspirou a escrevê-lo. Sempre admirei a arte do Gogh, esta em especial, rica em seus detalhes e textura e um jogo de cores apaixonante e impressionante. Espero que gostem <3

Oi Setembro! A doença do tempo, li, pintei, faculdade e novas novas*!

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 Olá delícias! Como vocês estão? Pois é, faz um tempo que não posto um Aléatoire descente, não? Anda tudo muito corrido ultimamente e prometo tentar compensar. Vamos lá? Play and dance o//


 É Setembro chegou, o ano passou rápido pra cacete e creio que passará cada vez mais rápido. Esquisito não? Esses tempos me envolvi em uma discussão sobre isto, o tempo está mais curto a cada momento que passa, e é um fato. Já notou como entramos fácil no 'automático'? Por exemplo, o que tu comeu ontem no almoço? Se isto é difícil lembrar, me diga, o que tu vestiu na Sexta-Feira? Pois é, frustrante, mas é a prova de que esse é o tipo de coisa que nosso cérebro já não fixa, e não é porque estamos ficando velhos e com Alzheimer, mas pelo simples fato de nossa mente estar cada vez mais fragmentada. 
 Desde a hora que acordamos, nossa mente já começa a processar o que temos que fazer no momento e em seguida. Levantamos, pensando em escovar os dentes, escovamos os dentes pensando no que vestir, nos vestimos pensando no que comer, comemos pensando no que temos que fazer durante o dia, fazemos os afazeres do dia-a-dia pensando no que temos que fazer no dia seguinte. WTF?! É, por isso não vemos o tempo passar, triste fim, triste fim rs. Feliz é aquele que consegue aproveitar, pois até mesmo eu, que durmo umas 2 a 4 horas por noite, sinto falta de umas horas a mais no dia para fazer algumas coisinhas. Maldita doença do tempo.
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Jogador nº 1 - Ernest Cline
 Bom, nem tudo são flores, eu sei, mas temos que viver, né? Por falar em vida doída, estive fazendo leituras maravilhosas rs. Estou lendo O Temor do Sábio do Patrick Rothfuss, e nossa, de tirar o fôlego, e também o terceiro livro da Saga do Mago do Feist, sim, sim, tudo isto enquanto leio também A Publicidade É Um Cadáver Que Nos Sorri do Toscani, pra facul e nossa rs, terminei esses dias de ler o alexandriiiistico, suuuurubal, orgasmático, Jogador nº 1 do Ernest Cline. Vi muitas críticas sobre ele e tal, mas é tudo dor no chifre, é claro que o livro tem um toque de clichê e tudo mais, mas para os nerds e gamers, é um prato cheio, carregado de referências dos anos 80, acho que ele poderia ser considerado um almanaque ao mesmo tempo que um romance rs, se tu jogou Pac-Man, amou Mad Max ou curte Billy Idol, recomendo esse livro tchutchuco! (Não, ñ darei spoilers nem nada, os livros estão linkados no Skoob, clica lá)

 Baah! Estou com planos novos com a arte também. Sabem, estou cansado de tatuar, eu faço as coisas da melhor maneira e tem pessoas que tentam me sacanear, e outra, Curitiba ainda é muito ignorante com a arte, apesar de muitos terem essa visão de fora que no sul a galera tem a mente ampla e tal, é putaria, o povo é muito maria vai com as outras, e para um tatuador sobreviver aqui, tem que ser o 'descolado' maneiro ou se submeter a fazer qualquer coisa, não tem espaço pra arte, sabem como? Mas foda-se, como eu gosto de tatuar o que pinto, tattoo agora só para os chegados e admiradores rs É bem melhor até, deixa o portfólio mais rico. Mas enfiiiiiiim! Vou começar algumas coleções de pintura, quero ver se consigo expor minhas aquarelas em algumas galerias e tal, vou manter vocês informados. Minhas últimas artes, eu adorei fazer, a galera gostou e comentou bastante, espero que vocês também gostem.

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 A sereia foi uma ideia de um desenho antigo, aí meu brother Chris resolveu tatuar e eu decidi aquarelar para ver como ficaria =) E quanto ao Edgar Allan Poe, bom, foi mais uma inspiração, vocês conhecem o Strange'n Unusual? Pois é, é o blog da Anna, e ela é o tipo de pessoa que inspira rs sabe? E decidi fazer a arte pra ela, não posso dar o original, pois essas artes eu pretendo expor e tal, mas enviarei um print lindão. O que acharam? Ah, to meio na bad, estão acabando minhas tintas e a grana tá curta, mas eu vou fazer o possível pra continuar pintando e postando.
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 Ah! Tem uma coisa bem legal, abri uma lojinha no Nuvango, e vocês podem achar minhas aquarelas lá e comprar várias coisas com elas estampadas, como quadros, canvas, cartões, cases pra celular (tudo que tu imagina de modelo rs), pra vídeo games, até pra tablets, notebooks, kindle e kobo o// Lindo não? Espia aí, eu ganho comissão, então bora comprar galera rs os produtos são lindos, se liga nesse modelo aí do lado, bem legal, né? Clique AQUI pra ver a lojinha!



 Fora essa loucura toda, de eu estar comendo quilos de páginas nos últimos dias rs até que tudo está tranquilo, tem os altos e baixos, mas vai caminhando. A faculdade está uma delícia, tanto que até estou fazendo uma ou outra postagem sobre coisas interessantes, curiosidades ou assuntos que acho legal dividir aqui no blog, é bom pois ao mesmo tempo que compartilho com vocês, eu assimilo melhor o conteúdo. Por exemplo, a postagem sobre o Português Abrasileirado, e também a Guerra Fria x 7ª Arte, são matérias que me inspirei na aula e trouxe pra vocês, ainda quero fazer mais algumas, espero que estejam gostando! Um Gole de Utopia também é cultura, viu! rs

blogger, blogging, blogando, blogger, blogosfera,  Agora as novas novas (só para quem viu Scott Pilgrim Contra o Mundo <3), meu livro ainda não está pronto, houve uns e outros contratempos, não consegui lançar na Bienal ~~ supertriste ~~ mas agora não importa, o importante é que ele sai ainda esse ano! Aguardem por O Legado do Feiticeiro, prometo que vocês irão AMAR! Ah! E queria, pela milésima vez, agradecer a todos que acompanharam a web série As Cinzas da Fênix, vocês são demais, mas estarei tirando ela do ar em breve. Motivo? Decidi que Tomdell é um mundo muuuuuito amplo para não explorá-lo, portanto estou reescrevendo a história em forma de livro, a narração é em terceira pessoa, e estou narrando a trajetória da Sarah, da Skye e do Taskrog, dando uma perspectiva melhor do ambiente, das culturas, e dos personagens, quero fazer algo bonito, sabem? Mas uma coisa é certa, só essa primeira temporada que vocês leram, vai dar um baita livro rs É muuuuuita informação, e como estou esmigalhando e narrando detalhadamente e tal, pra ficar bom, vai ser mais info ainda, mas vocês vão gostar. 
 Mas não chorem, estarei postando uma nova web série logo, logo! O nome é Quando o Sol Dorme, e não é nada fantástico, mas é um romance maneiro, acho que vocês vão curtir. Tenho boa parte escrito e a história em si é light, então não vai ter problema de eu ficar na fissura para reescrever ou mudar algo. Estou apostando que vocês irão gostar. Eu havia comentado da história do psicopata e o detetive, né? Bom, não vou divulgar ela tão cedo, estou com novos planos para tal rs. Não fiquem brabos, é tudo para fazer um conteúdo descente.

 Bom,é isso aí delícias, espero que tenham gostado do post, esse foi um aléatoire como nos velhos tempos, carregado de blá, blá, blá, peço até desculpas pelo conteúdo pesado e tal, mas é que eu não fazia isto a tempos, e sabe cumé né. Aguardo seus comentários. Aos blogs, o Brotherhood ainda está com vagas para afiliados, é só me avisar aqui, ok? 
 Byebye! 
 xoxoxo

*Imagens via weheartit

Armas alternativas da Guerra Fria: O Canhão Hollywood

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Imagem do Filme Rocky IV
 Em plena pós Segunda Guerra e final dos anos 40 o mundo é novamente abalado pelo medo de um extermínio em massa, quando se tem o início da Guerra Fria. Um combate de ego e argumentos, o conflito ideológico entre Socialistas e Capitalistas e ambos com um grande e efetivo armamento, a indústria cinematográfica.

 Alguma vez você já parou para pensar o porquê que James Bond, nos filmes 007 costumava lutar constantemente contra os russos? Este era o efeito desta famosa rixa. O ano de 1947 foi marcado pelo início bruto da Guerra Fria, um conflito entre duas gigantescas potências da época, não causou destruições em massa, mas foi um intenso conflito de ideologias, por riqueza e poder. 

 Após o caos causado pela Segunda Grande Guerra, as maiores potências mundiais encontravam-se em estado alarmante, decadência estrutural e econômica, porém duas grandes e inatingíveis potências mantinham-se em pé, Estado Unidos da América (EUA) e a União Soviética (URSS). A guerra teve seu início durante o plano dos EUA de reestruturar os países afetados na guerra com a chamada Doutrina Truman em 1947. Tal fato marcou o conflito ideológico entre dois blocos econômicos e também políticos distintos e ferozes, o socialismo e o capitalismo, cada um deles buscando a hegemonia para eliminar o oponente. Foram 40 anos de pressão, as pessoas viviam com o medo de uma guerra catastrófica e mantinham tal temor dia após dia, enquanto os governos rivais investiam alto no fortalecimento bélico para intimidar o oponente. Basicamente foi uma briga para ver quem tinha a arma maior, a partir daí cresceu a idéia de espionagem e tramas de suspense.

 A questão do início do texto refere-se exatamente a este ponto. Em filmes como 007 Contra Chantagem Atômica e Moscou Contra 007, fica evidente o ciclo vicioso entre mocinho e vilão, sendo os agentes britânicos favoráveis aos EUA e lutando contra ameaças russas. Os diretores da época queriam deixar evidente os fatos que ocorriam com aquela tensão, mas acima de tudo manter o interesse do público, afinal, cinema também é entretenimento. A espionagem tornou-se símbolo da guerra e foi usada diversas vezes para ilustrar essa corrida que se passava entre as duas potências pela dominação do mundo.


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via Tumblr

 Mas não apenas o tema da espionagem dominava o cinema, o filme Rocky IV, escrito e dirigido por Sylvester Stallone trabalha com símbolos das duas nações rivais, podemos abertamente ver isto a começar pela abertura do filme, na qual duas luvas de boxe se chocam e se destroem, dando a entender que existem apenas dois lados: o branco representando as Nações Unidas, e o vermelho representando os países do bloco socialista e liderado pela URSS.


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 Muitos historiadores do cinema mundial consideram Rocky IV como apenas um “show business” argumentando que a Guerra Fria era muito mais e estava apenas mascarada em forma de provocações e patriotismo. Mas sendo “Show Business” ou não, não podemos deixar de lado o fato de que o cinema também era usado como uma ferramenta de influência internacional neste conflito, até mesmo Highlander, estrelado por Christopher Lambert, foi usado para explorar esta rixa entre americanos e soviéticos.
 Podemos por assim dizer que o mundo sofreu 40 anos de uma inútil expectativa de ser destruído, e não passou de um fervoroso conflito de argumentos, porém não poderia deixar passar batido um detalhe curioso e engraçado, após toda essa disputa em muitos filmes, creio que o mais insano seja Operação Canadá, um filme de comédia dos anos 90, que mostra o EUA vencedor do conflito sobre a URSS e se encontra com uma sobra de armamentos e elegem o Canadá como seu inimigo. Cômico, mas isto é Hollywood.


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